
Você já ouviu que precisaria esperar seis meses com um espaço vazio na boca antes de ter dentes de novo? Ou que teria que conviver com uma prótese removível durante todo esse tempo, com medo de ela se soltar na frente das pessoas?
Essa é a realidade do protocolo tradicional — e é o principal motivo pelo qual muita gente adia o tratamento por anos. A espera não é só uma questão técnica: é uma questão de constrangimento, de vida social interrompida, de comer com dificuldade.
A carga imediata em Curitiba existe para resolver isso.
O que é a carga imediata
A carga imediata é uma técnica de implantodontia em que a prótese fixa provisória é instalada em até 72 horas após a cirurgia dos implantes. Você não passa meses sem dentes.
No protocolo tradicional (Branemark), é preciso aguardar a osseointegração — o processo em que o osso se funde ao implante de titânio — antes de instalar a prótese. Isso leva de quatro a seis meses.
Na carga imediata, os implantes são posicionados de forma a alcançar estabilidade primária suficiente já na cirurgia. Essa estabilidade é o que permite instalar a prótese provisória fixa logo em seguida, sem comprometer a integração do implante ao osso.
É a mesma osseointegração. O que muda é que você a atravessa com dentes fixos na boca, não sem eles.
Para quem a carga imediata é indicada
A carga imediata não serve para todo mundo, e é importante dizer isso com clareza.
Ela costuma ser indicada para:
- Pacientes que perderam todos os dentes de uma arcada, ou que estão prestes a perdê-los
- Quem usa dentadura e quer uma solução fixa
- Casos com qualidade e densidade óssea adequadas para garantir a estabilidade primária dos implantes
- Pacientes com saúde geral compatível com o procedimento cirúrgico
Ela pode não ser indicada quando:
- A qualidade óssea não permite estabilidade primária suficiente na cirurgia
- Há infecção ativa na região dos implantes
- O paciente apresenta bruxismo severo não controlado
- Existem condições sistêmicas que contraindicam a cirurgia
Se a carga imediata não for indicada para o seu caso, isso não significa que não há solução. Significa que a solução é outra — enxerto ósseo, implante zigomático, ou um planejamento em etapas. Um bom diagnóstico existe justamente para dizer isso antes, e não depois.
Como funciona, passo a passo
1. Avaliação e diagnóstico. Exame clínico, exames de sangue, radiografias e tomografia computadorizada. É aqui que se determina se a carga imediata é viável para o seu caso — e não no dia da cirurgia.
2. Planejamento digital. Os implantes são posicionados virtualmente antes de qualquer incisão. O planejamento define ângulo, profundidade e posição de cada implante, buscando as regiões de melhor ancoragem óssea.
3. Cirurgia. Instalação dos implantes conforme o planejamento. Quando indicado, com cirurgia guiada, o que aumenta a precisão e reduz o trauma cirúrgico.
4. Instalação da prótese provisória fixa — em até 72 horas. A prótese provisória é fixada sobre os implantes. A partir daí, você volta a se alimentar e a falar normalmente, com dentes fixos.
5. Osseointegração e prótese